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Educação de Pessoas com Necessidades Especias

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Dossiê de Inclusão

 

Trabalho com turmas de 5ª à 8ª série, na Coordenação do Centro Municipal de Educação Ayrton Senna – UEF. Temos muitos alunos de inclusão, onde apenas alguns tem diagnóstico, sendo que os outros aguardam uma avaliação com profissionais habilitados.

Relato especificamente o caso de um aluno, o qual chamarei de Leandro. Ele frequenta a 7ª série, ou o 8° ano, é um menino muito inteligente, mas é hiperativo, com déficit de atenção, problemas de relacionamento com colegas, utiliza muitos palavrões e isto acaba criando sérios atritos entre ele e os colegas, uma indignação muito grande.

Confesso que tenho um carinho especial por ele, pois ele gosta muito de mim, quando acontecem estes incidentes, converso com ele e o ouço, ele sempre diz o que realmente aconteceu, não nega nada o que os colegas relatam, sabe exatamente o que fez e que errou.

Quanto a questão da aprendizagem, percebo grandes avanços por parte do menino, bem como o comprometimento dos professores em trabalhar os conteúdos de uma forma diferenciada, respeitando o tempo da aprendizagem e o tempo para que realize as atividades. Um exemplo é na hora de fazer um trabalho, uma prova ou ter o caderno em dia. Tudo isso é cobrado, porém respeita-se o tempo dele. Confesso que não é nada fácil para professores compreenderem isso, muitos não tem magistério, não tem experiência, falta-lhes a didática, por isso formei grupos de estudo, onde sentamos e debatemos medidas para minimizar essas situações que a cada dia chegam no nosso ambiente de trabalho.

Para tanto, foi necessário que os professores se propusessem a isso, pois estando abertos o trabalho em conjunto acontece, professores, coordenador, direção e pais. Infelizmente o trabalho com a mãe e o pai que não vivem juntos, é dificílimo, pois a mãe empurra a responsabilidade para o pai e este não comparece a escola. O ambiente em que ele vive também é complicado, já estive visitanto e conversando com a mãe, que diz que o menino não tem problema, que em casa ele não fala palavrões e que devemos procurar o pai.

Saliento novamente que ele tem um grande potencial, mas precisa se controlar e precisa de muito apoio, ele frequentava no turno oposto o NAE Núcleo de Atendimento ao Educando em 2007, a mãe não permitiu que ele fosse mais. Como não podemos obrigá-la ele não tem mais este atendimento.

Atualmente temos um sério problema, pois a sexualidade dele está muito aflorada, e como na 7ª série trabalha-se muito o Corpo Humano, percebemos que precisamos orientá-lo melhor.Já estamos conversando sobre como e o quê fazer.

 

 

 

Unidade 2- Inclusão na escola onde trabalho......

 

Continuando o trabalho solicitado nesta Unidade, trarei informações a respeito das inclusões na escola.

Atendemos alunos na escola de 1° ano a 8ª série, temos 38 alunos diagnosticados com necessidades especiais, fora

os que não têm laudo de um profissional, pois estão aguardando na fila da Saúde, ou de uma psicopedagoga que a escola teria direito e que ainda não foi contratada.

Destes 38 alunos, as necessidades são:Condutas típicas, hiperatividade, problemas físicos e neurológicos entre outros. O caso mais sério é de um menino de 1° ano, tem 9 anos e este ano começou a frequentar um escola de ensino regular. Continua indo na APAE, duas vezes por semana e no NAE ( Núcleo de Atendimento ao Educando), duas vezes. Precisa de Psicomotricista, psicopedagoga, terapeuta ocupacional, fono, psicóloga, fora a equipe médica de Porto Alegre que ele frequenta.

É um menino muito alegre e ativo, está numa turma de 25 crianças e conseguimos colocar uma CIEE para auxiliar a professora.

Sabemos que não é o ideal, ter uma turma cheia de alunos e ainda precisamos debater e exigir por parte da administração que se cumpra as leis, pois ainda temos carência de profissionais capacitados, maior agilidade nos diagnósticos, bem como a diminuição das turmas.

Além deste atendimento na APAE e no NAE, a escola conta com professores compreensivos e que procuram se capacitar para atender da melhor forma possível estes alunos.

     Continuando, a escola atende em torno de 1500 alunos, este número varia muito diariamente pois a rotatividade de alunos é frequente.A escola está situada em uma comunidade muito carente, esta comunidade sofre muito com o desemprego, o consumo de álcool e drogas. As crianças que apresentam problemas são filhos de ex-drogados, ou de drogados ainda. felizmente dentro da escola conseguimos contornar as drogas, mas nos sentimos desamparados no atendimento a grande demanda que temos. são questões sociais que acabam por refletir nosso ambiente e que faz-se necessário uma parceria mais intensa do poder público e saúde. Lendo os textos percebo que as leis estão prontas, mas para executá-las precisa se ter vontade política, dinheiro e interesse em realmente se buscar soluções a curto, médio e longo prazo, deixando de lado as questões políticas e partidárias.

 

 

INCLUSÃO NO MEU MUNICÍPIO - SAPIRANGA 

 

     No município onde trabalho temos a APAE, o NAE e a APADA.

     A APAE ( A Associação de Pais e Amigos dos Exepcionais de Sapiranga), atende atualmente 135 crianças em sua própria sede, sendo que a comunidade auxilia muito esta instituição. A equipe é formada por 36 profissionais, nas áreas pedagógicas e técnica e conta com voluntários, que muitas vezes são os próprios pais de alunos.Atende as três redes de ensino. Alguns destes profissionais, da área pedagógica são cedidos do Município.

     Existe um grupo de EJA da APAE, que estuda à noite na escola municipal Pastor Saenger. Os profissionais que atendem são: psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas que fazem estimulação precoce e reabilitação,serviço social e psicopedagogos.

     A missão da escola é promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, direcionadas a melhoria de qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.

     O NAE ( Núcleo de Atendimento ao Educando), foi criado em 2006 e tem como mantenedora A Secretaria de Educação de Sapiramga. Recebe em torno de 130 alunos, onde conta com professores, psicólogos, psicomotricistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. São acompanhados por neurologistas em parceria com a Saúde.Os alunos frequentam o turno oposto ao que estudam, sendo que dependem dos encaminhamentos feitos pela escola e pelo número de vagas que é muito pouco para a nossa demanda. Os alunos que são atendidos são aqueles que apresentam grandes dificuldades de aprendizagem, distúrbios de conduta, deficiência física, mental, hidrocefalia, autismo, síndrome de sperger, síndrome de west, transtorno desafiador, deficiência mental leve,hiperatividade entre outros.os encontros acontecem duas vezes por semana.A APADA ( Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos) atende em torno de 100 crianças, sendo que possui do 1º ano ao Ensino Médio.Alguns dos professores são cedidos pelo município. Os alunos vem das diversas regiões e estes municípios auxiliam a escola.

 

Informações sobre Síndrome de Down

 

A síndrome de down é uma condição genética resultante da presença, total ou parcial, de um 21o cromossomo

extra, sendo caracterizada por anormalidades no funcionamento e estrutura do organismo. Entre as características presentes em quase todos os casos de síndrome de down estão dificuldade de aprendizagem e crescimento físico, e uma aparência facial reconhecível geralmente identificada no nascimento. O seu nome deve-se a John Langdon Down, o médico britânico que descreveu a síndrome em 1866.  

São indicadas ações durante a infância precoce, testes para detecção de problemas comuns e tratamento médico. Treinamento vocal pode melhorar o desenvolvimento da criança com síndrome de down. Ainda que algumas limitações genéticas da síndrome de down não possam ser superadas, educação e cuidado apropriado podem melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

 

 

 

 

 

Características da síndrome de down

 

 

Indivíduos com síndrome de down podem ter algumas ou todas das seguintes características físicas: fissuras oblíquas dos olhos com pequena dobra cutânea no canto interno do olho, hipotonia muscular, ponte nasal achatada, língua protuberante (devido à pequena cavidade oral, pouco tônus muscular e língua alargada perto da amídala), prega única nas palmas (prega simiesca), pescoço curto, pontos brancos na íris, flexibilidade excessiva nas articulações, espaço excessivo entre o dedão e o segundo dedo e defeitos congênitos no coração. A maioria das pessoas com síndrome de down tem retardamento mental de leve (QI 50-70) e moderado (QI 35-50). Adicionalmente, indivíduos com síndrome de down podem ter sérias anomalias afetando algum sistema do corpo.

Desenvolvimento cognitivo da criança com síndrome de down

 

 

O desenvolvimento cognitivo de crianças com síndrome de down é bastante variado. Muitas podem ter sucesso na escola, enquanto outras não conseguem acompanhar. Desta forma, é importante avaliar as crianças com síndrome de down individualmente. Crianças com síndrome de down podem ter uma ampla gama de habilidades, mas não é possível predizer suas capacidades ao nascimento. A identificação dos melhores métodos de ensino para cada criança em particular deve começar o mais precocemente possível. Habilidades de linguagem mostram diferença entra compreensão da fala e capacidade de expressão ao falar. É comum crianças com síndrome de down precisarem de terapia de fala.

 

 

 Estudo de caso Síndrome de Down

 

 

Conforme o solicitado, escolhi este caso, pois de certa forma está sendo um grande desafio na escola e acompanhamos esta menina desde 2007.

A menina apresenta laudo com síndrome de Down, porém somente em 2008 é que as suspeitas se comfirmaram.

Ela nasceu no dia 04/11/1999, na cidade de Porto Alegre, a mãe foi tê-la no hospital Santo Antônio. Mora em Sapiranga com os pais e dois irmãos, sendo que ela é a única menina e filha do meio. a mãe não trabalha, tem depressão ( após saber que a menina tem síndrome), o pai trabalha no setor da indústria calçadista.

Começou a caminhar com 5 anos, não era estimulada, não interagia, não falava frases, apenas palavras soltas, mas era muito tímida.

Conversando com a mãe, ano passado descobrimos que quando a menina nasceu, os médicos tentaram avisá-la que a menina precisava fazer exames pois havia nascido com problemas, a mãe não aceitou e fugiu com a criança do hospital.

Quando ela começou a frequentar a escola, a direção solicitou um encaminhamento para que se pudesse ter o atendimento adequado. ela começou a ir na APAE e no NAE, sendo atendida por fono, psico, psicomotricista, psicólogo, fora o atendimento no hospital da Clínicas.

No ano de 2006, iniciou sua vida escolar nesta escola e deixou de frequentar a APAE, indo no turno oposto ao NAE (2X por semana).

Quando chamamos a mãe para conversar sobre a menina e solicitamos um exame genético para comprovar o que para nós era o óbvio, a mãe relutou muito, mas em diversas conversas mostravamos a importância de se prosseguir, para então podermos auxiliá-la. Em 2008, chegou as nossas mãos o laudo da menina " paciente encaminhada para avaliação de atraso do desenvolvimento neuro-psico-motor. ao exame físico, apresenta características encontradas na síndrome de Down. realizou cariótipo que evidencia cromossomo 21 extra".

A partir daí começamos a nos mobilizar para estímulá-la também em casa. Neste meio tempo a mãe teve outro bebê um menino e a diferença deles é de três anos mais ou menos.

No 1º ano em 2006, ela era uma menina muito calma, tranquila, franzina, e é pequenina,não apresentava comunicação verbal, não brincava, desenhavae não gostava de ouvir estórias. Com o passar do tempo começou a desenhar e a brincar, mais tarde seus desenhos começaram a ter formas: círculos e corações.

Não se alimentava na escola e nem ia ao banheiro.

No ano de 2007, permaneceu no 1º ano com a mesma professora, pois tinha muita afinidade com a mesma e evolui muito nos aspectos sociais, porém cognitivamente pouco participava e neste ano teve o laudo da síndrome.

Em 2008, foi para o 2º ano, início da alfabetização propriamente dita, começou a interagir mais com os colegas e principalmente com a direção da escola, inclusive sendo em alguns momentos muito "saidinha", se escondia embaixo da mesa do diretor, mexia em tudo, mas era  e é o nosso xodó. Interage cognitivamento com o professor, mas no grupo não.

Seus desenhos ainda são garatuchas, gosta de atividades com música, mas não se movimenta e quando disposta questiona muito. "o que é isto"? "e isto"?

Interage bem com os acolegas, inclusive às vezes sendo agressiva, dá tapas, derruba os materias dos colegas,risca os trabalhos etc.

Em 2009, repete o 2º ano, faz Ed. Física, coisa que antes não realizava, começa a traçar figuras humanas, identifica algumas cores, por exemplo: amarelo = sol, azul o céu. nota-se períodos de euforia, onde ela participa e outros de retraímento, recusando-se em realizr as atividades.

Não aceita que tirem fotos dela, se esconde.

 

 

Avaliações de profissionais que atendem no NAE - Núcleo de Atendimento ao Educando

 

 

Laudo da Psicopedagoga:

 

Na avaliação das etapas do pensamento cognitivo, permanece no sensório-motor.

Já começa a esboçar escrita do nome, mesmo que de forma espelhada. Ainda interage pouco nos atendimentos, o que dificulta sua evolução e avaliação mais detalhada nas áreas de nfase, além de ter faltado muito aos atendimentos.

 

Laudo da fonoaudióloga:

 

Não foram realizados muitos atendimentos com a menina, pois a mesma retornou apenas no final de março e teve faltas no período. O trabalho fonoaudiológico envolve estimulação da linguagem, principalmente a oral, e estimulação dos órgãos fonoarticuladores, envolvendo tonicidade, mobilidade e postura para uma melhor produção oral. apresenta momentos em que fala muito, mas em outros permenece quieto, sem interesse nas atividades.

 

Laudo da Especialista em Psicomotricidade:

 

Nos atendimentos de psicomotricidade a aluna tem se mostrado calada. Está interagindo menos com a especialista e com  o colega "Paulo", com quem fazia uma boa parceria. tem bruincado pouco e sozinha. fica mais observando o colega nas atividades desenvolvidas.

Tem circulado pouco pela sala, ficando mais no tapete ou na mesa.

 

 

UNIDADE 6 

 

Percebe-se que a menina este ano tem um bom relacionamento com as professoras: da turma, de Filosofia, de Educação Física e de Informática. Ao ir para o refeitório já interage com as "tias da cozinha". Adora a figura masculina, acompanha sempre que pode o guarda da escola e o diretor.

Cognitivamente seu desenvolvimento social é muito mais satisfatório do que a aprendizagem em si.Como mencionei anteriormente começa a escrever seu nome de forma espelhada, e identifica a letra inicial "D" do seu nome. os pais estão distantes da escola, pois a mãe ainda evita de falar neste assunto. quanto a questão da avaliação diferenciada, percebe-se que os professores procuram valorizar os pequenos avanços dela, porém como o nosso regimento é padrão, necessitamos nos reunir com a Secretaria de Educação, para incluirmos no regimento esta forma efetiva de avaliação, que esta contemplada na Proposta Pedagógica.

 

UNIDADE 7

 

 

Avaliação

Conforme relatei acima a proposta Pedagógica contempla os alunos de inclusão, observa-se que alguns professores tem um olhar diferenciado, mas o nosso regimento ainda fundamenta-se em uma nota. De acordo com nossa proposta pedagógica no item inclusão

INCLUSÃO

 

"Somos seres em constante evolução, assim como os átomos

estamos sempre buscando equilíbrio.

Portanto, é na soma das diferenças,

na doação, recepção e compartilhamento (dessas diferenças)

que atingiremos a nossa totalidade enquanto seres humanos."

Eliziara Carvalho

 

 

A educação inclusiva defende como princípio a inclusão de todos os alunos no ensino regular e a criação de mecanismos na escola que garantam o respeito às necessidades diversas de seus alunos.

Nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica/ MEC, são dificuldades de aprendizagem: a dislexia e disfunções, problemas de atenção, perceptivos, emocionais de memória, cognitivos, psicolinguísticos, psicomotores, motores de comportamento e ainda a fatores ecológicos e socioeconômicos, como as privações de caráter sociocultural e nutricional (44).

A educação efetivamente inclusiva significa mudanças no cotidiano escolar, no trabalho do professor, permitindo-lhe refletir sobre sua prática junto com os professores dos setores especializados. A inclusão deve ter orientação continuada nas classes regulares, uma vez que o professor sem especialização na área, recebe junto com a inclusão um desafio de trabalho, muitas vezes errando e tornando-se resistente a prática.

Entende-se a inclusão como uma prática presente na comunidade escolar, pois ao privarmos crianças da convivência com seus pares especiais, rompe-se com a oportunidade de se exercitar na construção de valores e da cidadania. Para tanto, os professores especializados deverão atuar de forma conjunta com os professores de ensino regular, no sentido de prover atendimentos aos alunos com necessidades educacionais especiais e aos professores destes alunos.

O processo de construção da Proposta Pedagógica da escola leva em consideração a diversidade dos sujeitos nela inscritos, incorporando às necessidades comuns e especiais de seu alunado e estimulando a participação dos envolvidos.

A diversidade no meio social e, especialmente no ambiente escolar, é fator determinante do enriquecimento das trocas, dos intercâmbios intelectuais, sociais e culturais que possam ocorrer entre os sujeitos que neles interagem.

Acreditamos no aprimoramento da qualidade do ensino regular e na adição de princípios educacionais válidos para todos os alunos, priorizando a inclusão escolar, uma modalidade de ensino, destinada não apenas a um grupo exclusivo de alunos, o dos com necessidades especiais, mas especializada no aluno e dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de novas maneiras de se ensinar, adequada à heterogeneidade dos aprendizes e compatível com os ideais democráticos de uma educação para todos.

A escola tem ainda muitos desafios a enfrentar no sentido de ministrar um ensino especializado no aluno inclusivo, ultrapassando as condições atuais de estruturação do ensino regular para o especial.

É necessário incorporar elementos distintos para se criar uma nova estrutura na escola regular para então receber os alunos de inclusão, bem como a adequação de novos conhecimentos oriundos das investigações atuais em educação e de outras ciências às salas de aula, às intervenções tipicamente escolares, que têm uma vocação institucional específica de sistematizar os conhecimentos acadêmicos às disciplinas curriculares. Nesse sentido, têm-se a necessidade de adaptar a parte física da escola, bem como de se ter uma sala multifuncional para efetivar o atendimento aos alunos com necessidades especiais. Observa-se, também, a necessidade de haver um profissional apto para trabalhar com estes alunos.

A inclusão se refere à vida social e educativa e todos os alunos devem ser incluídos nas escolas regulares e não somente colocados na "corrente principal". O objetivo é incluir um aluno ou um grupo de alunos que já foram anteriormente excluídos; a meta primordial da inclusão é a de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo.

A escola inclusiva propõe um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apóia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral.

Portanto, ela se concilia com uma educação para todos e com um ensino especializado no aluno, no qual o professor, em consonância com a equipe diretiva-pedagógica, deve realizar um “ olhar atento” no dia-a-dia, analisando os progressos

 

AVALIAÇÃO

 

A ressignificação da avaliação deve superar a concepção da classificação do aluno e controle de seus comportamentos, por meio de formas avaliativas punitivas como provas e atribuição de notas pelo professor, e dirigir-se para uma avaliação que tem como finalidade contribuir para o processo de apropriação e construção do conhecimento pelo aluno, que se reconhece, como sujeito da aprendizagem, constituindo um processo abrangente e contínuo, que integra o planejamento escolar em uma dimensão educativa. (Sousa, 1997).

Constitui um processo com intencionalidade, auxiliado por diversas ciências e aplicável em qualquer prática; é uma questão política, pois deve ser usada apenas para julgar constituindo-se em um instrumento de poder provocando mudanças qualitativas, visando o aprimoramento da educação.

A avaliação institucional visa um processo sistemático utilizando instrumentos do método científico conjuntamente com o conhecimento da realidade, implica num conhecimento aprofundado do objeto que é avaliado com base em dados e informações pertinentes e relevantes servindo como guia para tomada de decisões.

Para avaliar o desempenho dos alunos, a escola utiliza vários instrumentos, de acordo com as tendências pedagógicas, o trabalho coletivo dos professores e objetivos explicitados no planejamento. A avaliação é cumulativa e ocorre durante

A fim de esclarecer os pais em relação ao rendimento de seu filho, a escola envia um bilhete, no qual é informado os dias e assuntos que o aluno deverá estudar para realizar a recuperação preventiva, visto que nas avaliações de rotina não atingiu os objetivos propostos. Pretende-se, com isso, desenvolver no aluno habilidades para que ele alcance e desenvolva habilidades e competências. Os instrumentos que podem ser utilizados para isso são: provas, testes, trabalhos diferenciados, apresentações orais, teatros, seminários em aula, auto-avaliação, pesquisa, produção textual, observação, entre outros.

Ao final, como resultado de todo o processo, a escola realiza a comunicação de forma trimestral, para os pais, como está previsto no Regimento Padrão das Escolas da Rede Municipal de Sapiranga item 11.10.1 .

 

AVALIAÇÃO DOS ALUNOS INCLUSOS

 

A Lei 9.394/96 recomenda que a educação dos alunos com necessidades especiais seja oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino; destinando-se a todos que apresentam dificuldades maiores que os demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares. A escola assegura aos educandos com necessidades especiais: currículos, métodos e técnicas específicas às suas necessidades; terminalidade específica para os que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental; professores em constante formação; educação especial para o trabalho, visando a sua integração na sociedade.

A avaliação dos alunos inclusos requer uma metodologia sensível às diferenças, respeitando os processos de crescimento e aprendizagens individuais, visto que apresentam limitações em diferentes aspectos, sendo assim não pode ser avaliado somente o cognitivo, mas aspectos sociais, motores e afetivos. Cabe ao professor e equipe diretiva, acompanhar e avaliar (com o objetivo de mediação) o desenvolvimento do aluno. É importante pontuar que o trabalho do professor é fundamental para o progresso e crescimento do aluno, primeiramente acreditando nas potencialidades deste, entendendo suas limitações e não deixando de valorizar o que este (esta) consegue fazer, porque a partir da valorização das habilidades pode-se trabalhar com a auto estima e auto confiança que é fundamental para o progresso e desenvolvimento. É importante a participação dos pais ou responsáveis para que eles possam também acompanhar e contribuir no processo de ensino-aprendizagem.

 

 

 

 

 

Comments (5)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 11:09 pm on May 14, 2009

Isabel, parabens pela tua iniciativa de formar grupos de estudos para poder planejar metas, atividades, que possam ajudar os PNEEs no desenvolvimento cognitivo e social.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 11:15 pm on May 14, 2009

Isabel, sabemos que existem inumeras leis que poucas estão sendo aplicadas, me pelo reu relato e o de tuas colegas, percebemos que o teu municipio esta engajado na inclusão dos PNEE, muitas escolas tem no seu espaço fisico acesso para deficientes, tambem tem professores, como você, que procuram meios para auxiliar os seus alunos.Aos poucos, com certeza veremos mais e mais, estas leis serem implantadas em todas os municipios e estados e num futuro próximo todas as escola terma acessos para deficientes e equipes de profissionais qualificados para atender diferentes tipos de sindromes.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 11:19 pm on May 14, 2009

Isabel, pela teu relato vemos o crescimento da menina, isto nos mostra, mas uma vez, que com perceverança carinho, dedicação, podem desenvolver habilidades cognitivas e sociais. Muito bom o teu relato, bem detalhado.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 9:49 pm on May 30, 2009

Olá, Isabel ,a mãe da menina não é participativa na vida da menina?,vocês que fazem grupos de estudos para se manter atualizadas, poderiam sugerir leituras para a mãe para ter um melhor entendimento da sindrome... ou conversar mostrando o quanto é importante sua participação,seu estimulo, para o crescimento intelectual e social da filha..... fica como sugestão.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 10:13 pm on Jun 24, 2009

Oi Isa

ja falamos no presencial, mas so para regsitrar que passei por aqui para ver teu dossiê... me avisa quando colocares os elementos da unidade 6 e 7.
abraços
liliana

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